| |
DESCOLADAMENTE SURREAL

Foi com com o projeto TEATRO E SURREALISMO, que o Teatro do Incêndio - grupo do qual tenho o deleite de participar - foi contemplado com o Prêmio de Fomento às Artes Cênicas da Cidade de São Paulo. Resultado: super curso todas as quartas à tarde, com o escritor, ensaísta, professor e poeta Cláudio Willer, lá num dos acolhedores e históricos salões do Museu da Língua Portuguesa. O curso é só o início de uma grade de atividades, reuniões, estudos, debates, palestras, ensaios, leituras, apresentações e todas as suas consequencias, planejada para se estender pelos próximos dois anos. E no meio de toda essa, apenas aparente, caótica diversidade - porque é para ser meio caótico e diverso mesmo, afinal estamos tratando de Surrealismo - surgiu o Atosurrealistanumero1, do qual estou publicando essas duas fotos, onde aparecem eu e o Thiago Molfi. É claro que não usei uma cartola e nem o Thiago botou fraldas e um saco do MC Donald's na cabeça só pra fazer uma cena esquisita. Tentamos sim, através da esquisitisse, fazer com que as pessoas pensem a respeito do que está sendo a sua realidade e o que cada um anda considerando como ssuuupperrr normal na sua vida. Porque qualquer um de nós pode, de repente, de uma hora pra outra, começar a agir e pensar de um jeito meio surreal, fazendo coisas pra lá de absurdas, assim meio na distração, meio sem se dar conta. Por isso acho bem descolado e saudável dar uma conferida de vez em quando e observar como é que andam a nossa realidade e as nossas atitudes. Vai que... estamos ficando meio estranhos e ninguém está percebendo, ou estão percebendo mas não estão dizendo porque está cada um na sua, e no Facebook todo mundo aparece sempre tão certinho, feliz e bonitinho. E sempre é tempo de corrigir o que não vai bem e deixar nossa vida e nossa pessoa um pouco mais agradaveis, divertidas e atraentes. Evoé!!! 
Escrito por Sérgio Ricardo às 20h45
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
CADÊ O SERGINHO DAQUI???
O TEATRO COMEU!!! 
Esse bicho papão sempre me perseguiu. Fazia teatro na escola, fazia como atração extra nas apresentações dos alunos da professora de piano. Fiz curso de formação de ator junto com a faculdade, participei de alguns grupos, mas sempre fugindo, sempre achando que tinha coisas melhores às quais dedicar meu tempo e minhas energias. Me contentava em estar na plateia, assistindo de A até Z da dramaturgia nacional, do melhor ao pior, do mais experimental ao mais tradicional, da canastrice ao genial, até me dar conta de que entendia entendia do assunto. Publiquei uma peça e me convenci de que havia chegado a hora de encarar um curso de direção teatral. Deu no que deu. Bicho papão me engoliu como integrante da super Cia. dos super atores Marcelo Fonseca e Liz Reis, o Teatro do Incêndio, e mergulhei de cabeça na produção dos super espetáculos Na Selva das Cidades e Joana D'Arc. Sái do armário, confesso: Gosto de ver, pensar e fazer acontecer o teatro. E nos últimos anos ele entrou no seleto grupo das grandes paixões da minha vida, que merecem parte da minha energia e do meu tempo.  
Sérgio Ricardo. Ator, performer, dramaturgo? Pode me chamar de teatromaníaco.
Escrito por Sérgio Ricardo às 23h30
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Qual é a sua?

Outro dia na mesa do bar, um amigo me confessou, em detalhes, a tara que tem por travestis. É mais ou menos assim: Tesão, tesão, tesão, pau estourando. Ela tem pegada, pega forte. Ela é forte, músculos e salto alto, garota da Playboy, unha comprida pintada vermelha, maquiagem, muito mulher, mulher maravilha, exagero de mulher, calcinha, salto agulha na minha coxa, cílio postiço, purpurina. Não tira a roupa, não desvira mulher, pisa em mim que enfio meu nariz no silicone e vou lamber sua mão e seu pé grande, tesão meu pau na sua boca vermelha de garganta profunda, capa da Playboy, página do meio da Playboy, página gigante do meio da Playboy. Com minha cara na sua bunda vou pegar em tudo, no sexo gostoso de travestido, diabo de terceiro sexo, tentação de quarto sexo, tarado de quinto sexo, sujeira gostosa no seu transexo que engole minha língua e eu não aguento mais, chupo a sua orelha e vou gozar engolindo o brinco. Estou suando, vazando estou explodindo, sacanagem, estou pegando estou pecando, pega pega puta que pariu! Alessandra Samanta Cassandra que te pariu! Vai gozar assim no inferno que eu já fui pra lá e não volto mais. Deus que me perdoe mas não deixo disso nunca mais. Essa é a dele. E aí descolado, qual é a sua? Sergio Ricardo
Escrito por Sérgio Ricardo às 01h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
BERTOLD BRECHT, ANTONIN ARTAUD E NELSON RODRIGUES
ESTÃO TODAS AS TERÇAS E QUINTAS LÁ NO BOM RETIRO. 
Juro, juro por todos os ossinhos da minha avó espanhola lá no cemitério da Quarta Parada. Juro que eles estão baixando por lá duas vezes por semana desde o fim de Abril. Então , os descoladinhos vão perguntar quem seria o fenomenal médium com poderes de invocar tais divindades. Divindades sim. Para mim eles são, eles foram e sempre serão três anjos caídos, recrutados pelo todo-powerful para revelar aos homens, assim na cara e sem dó, as mais puras, nuas e cruas das verdades. Respondo. Médium nada. Muito mais que isso. Trata-se de um artista. Artista mesmo, homem alto, magro, e louro que também tem lá seu jeitão de anjo e os olhos apaixonados e obstinados, quando o assunto é teatro. Contei o milagre e vou contar o santo: Marcelo Marcus Fonseca. Super-diretor teatral que os curadores muito descolados lá das Oficinas Culturais Oswald de Andrade contrataram para ministrar a Oficina de Direção Teatral, da qual tenho a honra e o deleite de participar. Pois é graças a esse acolhedor e democrático templo-escola das artes, encravado na tríplice fronteira judaico-árabe-coreana da rua Três Rios, consagrado no antigo prédio com ares de convento, mas erguido para sediar as primeiras faculdades de farmácia e odontologia de São Paulo, que mortais de aptidões medianas e limitadas, como eu, podem conhecer um pouco melhor aqueles que já conhecem de nome e admiram pelo trabalho, numa gratificante e pródiga relação mestre-discípulo. Já fui petista, não sou tucano, mas o governo desse estado tem seus dotes. Você vai à Sala São Paulo e parece que está no Lincoln Center, chega na Oswald e é como se botasse o pé na Juilliard School: Bailarinos, músicos, fotógrafos, atores, poetas, professores, razão e sensibilidade, beleza sulamericana, sonhos de uma tarde de outono, onde a qualquer momento pode aparecer num canto o Bruno Martelli martelando um dos seus teclados ou a Irene Cara cantando, dançando e remembering my name, remember, remember... Você aí, que cansa seus neurônios cogitando se eram os deuses astronautas. Se Maria Madalena era amante de Jesus. Se carne vermelha dá cancer. Se quem apareceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Vá ler e aprender o Nelson Rodrigues! Você pode até evitar o Brecht e o Artaud justificando que não vai entender... "Mas o Nelson - nas palavras do Marcelo - já vem com bula!" E toda semana tem pelo menos três Nelsonianas em cartaz a preços mais que módicos. Vamos descolar nessa megatrópolis o que ela tem de bom, e barato! O novo show do Cirque du Soleil foi dirigido pela Deborah Colker e ganhou o primordial e minimalista, mas muito pretenciosamente cult nome de OVO... sei não, sei não. O figurino parece todo inspirado nos insetos que, embora quase ninguém imagine, geralmente também nascem de ovos, mas sei não. 600 Reais, 300 doletas pra entrar embaixo da lona? Muito dinheiro por 80 minutos de circo. O Roda Brasil dos adoráveis Parlapatões faz quase a mesma coisa, obviamente com trajes e equipamentos bem mais baratos, por apenas 15, 15 ou 20 Reais! Método ou loucura? O preço e o valor das coisas e dos seres é determinado por conceitos muito abastratos e variáveis que ninguém sabe direito quais são: denominação de origem, procedência, marca, grife, público alvo. Coisas caríssimas podem valer porra nenhuma. O que é de graça pode conter um valor inestimável. Capitalismo? Economia de Mercado? Moda? Decadência? Fé? Eu apostaria no "Delírio Coletivo" que através dos milênios passou de tribal a global. Fazer o quê? Tomo champagne Veuve Clicquot e me dói o estômago. Pelo que custa não devia doer nunca! Em ninguém! Tudo é relativo, depende do referencial de espaço e tempo... Essa história da Relatividade me confunde-e-funde a cuca. Porque é que o Einstein foi mexer com isso??? Sergio Ricardo 
Escrito por Sérgio Ricardo às 01h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Meu pequeno quarto em Veneza com uma janela para o mundo
 Um dia inteiro de viagem. Manhã em Sirmione, tarde em Verona... Cansado e longe de casa, a gente começa esquecer quem é. O quarto é pequeno, dentro de um palacete-hotel de 500 anos. As paredes têm quase um metro de largura. Calor, mas a calefação está ligada porque já é Outono e na Itália parece que tudo segue rigorosamente o calendário e o costume. Quase trinta graus e todos (os Italianos, claro) vestem o figurino completo da estação: Botas, paletós, veludos, cachecóis; alguns arriscam até o sobretudo. Minha janela dá de frente para uma das poucas ruas secas. Ela corta a cidade de uma ponta à outra e parece que todo mundo que entra ou sai de Veneza passa por ela. Canal caldaloso de gente: locais, turistas do mundo inteiro. Quem chega tem a certeza de que todo mundo quer visitar Veneza, até os muçulmanos - obviamente depois de Meca. Peregrinação incessante, 5 metros abaixo da minha janela: Apressados pra tomar o trem ou o vaporeto, despreocupados olhando as vitrines depois do jantar, barulhentos jovens bêbados em férias, casais, duplas, grupos falantes, gargalhantes, discursivos...Entendo quase nada, algumas línguas nem reconheço, mas cá sob meu dossel, adivinho tudo como piá escondido ouvindo conversa de adulto atrás da porta. Quem é que vai querer dormir com essa generosa amostra da humanidade desfilando e acontecendo na calçada? O garçon que me serviu o ravioli tinha sotaque de vilarejo mas era tão encantadoramente belo e varonil como o encantado príncipe da Cinderela. Os africanos aparecem como gênios que saem de uma garrafa e vão mascatendo sua muamba exposta no chão sobre lonas de plástico azul, pra ter tempo de recolher tudo e dar no pé na hora de fugir dos fiscais. O império romano que um dia invadiu e dominou meio mundo, agora é o invadido e eles não são mais os donos do pedaço. Virou tudo domínio público, patrimônio cultural, histórico e artístico da humanidade. Seus cidadãos e suas cidades viraram mercadoria a preços módicos em qualquer agência de turismo do planeta. São reféns da sua fama e da sua hístória, olham a gente com aquela cara de " seja bem-vindo, mas não fique muito tempo, procure atrapalhar o mínimo, gaste o máximo o mais depressa possível e desocupe logo o leito porque amanhã já temos outro hóspede, bon giorno (ensaiado) e...Prego! (definitivo). Que não vão ficar lá gastando o latin deles com qualquer desconhecido não! Que latin nada! O tal de "prego" serve pra tudo: Tudo bem, é isso aí, pronto, aqui está, lá vai, então tá, tudo bem, não tem problema, fica frio, já vou indo, dá o fora, fica na sua porque já fiz a minha obrigação, não vamos esticar o assunto, é assim mesmo e não adianta reclamar, obrigado e boa viagem, que Deus o acompanhe ou o diabo que lhe carregue porque pra mim tanto faz, tô nem aí, tô cagando, andando e cuidando da minha vida então vá cuidar da sua. E prego! "Prego" é o ponto final irreversível em qualquer ocasião. Se "pregaram" até Jesus... E passaram a VAP no país inteiro: Igrejas, fachadas, fontes, monumentos, estátuas, todo aquele mármore branquinho, branquinho. Parece que andou chovendo cândida; está tudo alvejado. Até o mar veneziano que já foi preto e fedido, ficou verdinho e perfumado, deixando ver os peixinhos dentro e a areia no fundo. Aqui ninguém sabe exatamente quem é. Se católicos ou pagãos, se gregos ou romanos, se fiéis à Santíssima Trindade ou ao deus do vinho? Como saber, se convivem entre imagens esquálidas, sanguinolentas e flageladas de mártires cristãos e figuras mitológicas prá lá de sexualizadas e marombadas, ostentando descaradamente suas genitálias, nádegas exuberantes e rígidas, todos os músculos, o vigor físico, toda a volúpia e a luxúria de seu temperamento? Estamos todos perdidos aqui na confusão dos séculos. Ô lugarzim porreta! Que pobre mortal vai dormir com essa zorra na cabeça??? 
Sergio Ricardo escritor . terapeuta Prego!
Escrito por Sérgio Ricardo às 19h08
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
ACHO QUE PEGUEI UMA DOENÇA EM NAPOLI OU SIRACUSA! CAMORRÉIA?
DO RECIFE, PARA A ITÁLIA, PARA A ROOSEVELT...  Acabei emendando a Veneza Brasileira com a Veneza de verdade. Quase um mês de Itália seguido de um mês de providências urgentes para botar a vida e a cabeça em dia. Tinha encontro marcado com meu "SEXO E ANÁLISE" lá na polimultimixculturalecomportamental praládedescolada e resurgida das cinzas Praça Roosevelt. Nem é questão de vender livro. Pra mim é questão de honra. Fazer circular as idéias que imprimi, deixar as palavras escritas soarem pelos ares e atingir as pessoas através de outros sentidos. Minha terapeuta não gostou. Disse que peguei pesado ao escolher os trechos para a leitura. Alguns presentes, menos familiarizados com as práticas descritas nos fragmentos em questão, mesmo bacantemente envolvidos pelo vinho ficaram, digamos, incomodados com a relidade nua, crua e sem metáforas da narrativa. Todo mundo com mais de 12 anos sabe que as pessoas geralmente fazem sexo nuas e, se estiverem vivas, estarão também indiscutivelmente cruas. Até entendo, mas não concordo com a aversão e o repúdio a certas práticas. Mesmo que elas aconteçam entre quatro paredes e com a concordância e a satisfação dos praticantes, sempre tem aqueles que reajem: "Que coisa feia, que absurdo! Deus me livre!"... Cada um com seu grau de "descolagem", e que arquem com os efeitos colaterais. Porque uma hora a saia justa, sexual ou não, acontece pra todo mundo e aí, se a cabeçinha não estiver mais ou menos liberada e preparada para situações limítrofes, o negócio pode acabar mal. E vou encerrar por aqui com mais algumas fotos do sarau, porque depois ainda quero falar da Itália e já declarei que não sou um blogueiro prolixo. Porque no final vai tudo mesmo pro lixo...
Sérgio Ricardo escritor.terapeuta 
Escrito por Sérgio Ricardo às 22h41
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Muito loco, meu!
 A EUROPA É AQUI Pois é descolexes, outro dia descobri lá na periferia de Recife, depois de 40 minutos de taxi cruzando a cidade e atravessando uma Cohab, um pedacinho do Brasil de fazer inveja a qualquer Windsor ou Versailles da vida. Dois primos, senhores já octagenários, herdeiros de gerações de famílias abastadas de Pernambuco, ao invés de torrar a fortuna em farras e futilidades hight society - como torrou aquele dos Guinle - ou então aplicar o dinheiro na ciranda financeira só pelo prazer usurário e psicótico de ver os dígitos aumentarem nos saldos das contas bancárias; esses dois cidadãos resolveram compartilhar parte de seu talento, sua cultura e seu patrimônio com o resto dos mortais mais pobrezinhos, assim como eu e vocês. O artista plástico Francisco Brenand, já nos anos 50 começou a transformar a indústria ceramista de seus pais num imenso e fascinante parque de esculturas a céu aberto e a céu fechado. Hoje o lugar é mágico, inusitado, povoado por seres míticos, alienígenas, antropozoomórficos, esmaltados e brilhantes. Se você já assistiu a um dos dois "A Fantástica Fábrica de Chocolate", já pode ir imaginando como é que a gente se sente por lá. Algumas peças até parecem chocolate mesmo. Dá vontade de pegar, lamber, arrancar um pedaço e comer. No mesmo bairro, o primo Ricardo, empresário e colecionador de arte, ergueu no meio de uma enorme área verde, de paisagismo deslumbrante, um super castelo - castelo de verdade, com ponte levadiça, fosso, fontes, torres e campanário - para abrigar e expor um raro e valioso acervo de obras e antiguidades que os Brenand vieram reunindo há mais de século. Por quê teria ele gasto esse dinheiro todo? Talvez por amor e afinidade com a arte, talvez pelo conhecimento profundo de sua importância e de seus significados. Bem diferente de outro nordestino, o Assis Chateaubriand, que saiu comprando Picassos e Monets a preço de banana lá na Europa arrasada pela Segunda Guerra, só para reforçar a sua imagem de empreendedor de vanguarda e de burguês nacionalista. Não o fiz ainda, mas vou aproveitar a oportunidade para declarar que não tenho nehum compromisso com a exatidão dos dados e dos fatos porque cronista não é jornalista nem professor de história. O cronista é intuitivo, um sensitivo que conta a verdade sob seu ponto de vista extremamente particular, emocional e - na grande maioria dos casos - poético. No começo fiquei embasbacado com aquelas esculturas boterianas gigantescas e gorduchonas pousadas no gramado, tão profundamente negras e reluzentes que parecem ônix maciço. Só havia encontrado semelhantes numa praça do centro de Lisboa. Depois diante do castelo gótico igualmente gigantesco, reluzente e construído a apenas seis anos, pensei: Xi! O negócio é lindo, mas os arquitetos e a intelectualidade vão classificar como o cúmulo do mau gosto. Reproduzir perfeitamente uma construção medieval no século XXI! Todo mundo vai dizer que ele devia ter encomendado um projeto ao Niemeyer. Também concordo que tudo aquilo ficaria muito ético, elegante e estético acomodado numa criação do Oscar. Mas quantos brasileiros terão a oprtunidade de entrar dentro de um castelo de verdade como se estivessem lá no velho continente? Então concluí: Concessões ética, estética e artística mais que válidas e justificadas. Na literatura chamamos isso de "Licença Poética". O Niemeyer, do alto de sua cátedra e com seu costumeiro mau humor de centenagenário, vai amaldiçoar a edificação até o derradeiro suspiro. Mas as massas vão freqüentar um castelo, sem ter que passar pelos constragimentos e ofensas das barreiras imigratórias e dos preconceitos vigentes na União Européia. Cá entre nós: estou agora com a intuição de que a arquitetura ainda tem um pouco daquela ins"piração" comunista do politicamente engajado, racional e do modernismo simplificador e prático. Niemeyer já foi comunista, sei não... Me acho muito Riobaldo, meus amigos. Aquela criatura do Guimarães Rosa (a propósito, também pernambucano) que sabe que não sabe de muita coisa , mas desconfia de quase tudo. Iconoclasta eu. Desconstrutivismo isso, um troço que os arquitetos apreciam, os engenheiros abominam e os leigos quando olham acham "Muito loco meu!". Continuava eu lá que nem bobo diante de uma coleção de armaduras tão completa e tão bem conservada e exposta, como eu nunca havia me deparado antes - nem na National Galery, nem no Louvre, nem no Museo del Prado - quando entrou um grupo de jovens estudantes e professores de outra periferia da capital pernambucana. E a minha emoção foi como se eu estivesse assistindo ao vivo à queda do muro de Berlin. Vassalos freqüentando o salão principal do castelo do Senhor, agora como convidados de honra. Revolução amistosa e pacífica na tarde suburbana de Sexta-feira. 
Voltei faz 10 dias e ainda continuo bradando orgulhoso e eufórico em pensamento: Viva Francisco Brenand! Viva Ricardo Brenand! Esses sim, verdadeiras celebridades descoladas do meu Brasil! Baixem a "Bye bye Brasil" do Chico Buarque, arquivem nos seus tocadore de mp3. Vamos adotar essa canção como o legítimo "Hino Lavador de Alma Nacional". E quando tudo parecer um porre, um saco ou - como dizem as bibinhas - uó; cante: Baby, bye bye. Abraços na mãe e no pai... Sérgio Ricardo
Escrito por Sérgio Ricardo às 02h12
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
O IDEAL OLÍMPICO
SEJA OLÍMPICO VOCÊ TAMBÉM ! 
Aqueles que me leêm já devem ter percebido que esse aqui não é um blog normal - supondo que haja normalidade nesse caso. Ao contrário da maioria deles, isso aqui não é um diário, não é uma coluna, não tem conteúdo específico, público alvo ou tribo. Porque as minúcias dos meus dias não são de interesse público, não sou correspondente de guerra no Iraque, nem estou na cobertura das Olimpíadas. E também porque não sou pago para editar boletins 3 vezes ao dia, como acontece nos blogs dos profissionais da imprensa. Mas se vocês estão pensando que só compareço quando tenho vontade ou não tenho nada melhor pra fazer; devo dizer que também não é o caso. Escrevo aqui quando tenho a certeza de que as idéias publicadas terão alguma importância e poderão servir para mais alguém além de mim. Poderia eu, como muitos outros blogantes, reservar 15 minutos do meu dia e ficar aqui enchendo lingüiça e desperdiçando meu precioso tempo e o igualmente ou mais precioso ainda, tempo de vocês. Funciona assim: estou aqui saindo do banho, aparando esse meu projeto de cavanhaque quarentão, quando entre milhares de pensamentos aleatórios, surge um que me chama a atenção. "Puxa! Alguém pode estar precisando pensar nisso também." E aí meu "blog" ganha uma crônica. Não vou dizer o que acho das Olimpíadas porque minha opinião não vai influir em absolutamente nada diante de interesse e comoção tão unanimente mundiais. Mas confesso que de 4 em 4 anos, em pleno inverno, esse assunto invade também minha corrente sangüínea e se instala nas entranhas mais involuntárias, como o mais contagioso e violento dos virus anuais da gripe. E já que fui contaminado - pelos dois aliás - resolvi reagir para alardear: SEJA OLÍMPICO VOCÊ TAMBÉM! Lute, estabeleça um ideal, um objetivo, e o persiga deseperadamente. Se não for um ideal esportivo, melhor ainda para você e para a coletividade. Mas podemos aprender com os atletas. Aproveite essas duas semanas e observe-os atentamente. Perceba como conseguem viver alucinadamente motivados às custas de uma ambição egocêntrica que os faz suportar a dor física, a rotina, o estresse, a ansiedade e o medo da derrota e do fracasso. Aprenda como conseguem dedicar a razão de suas vidas pela vaidade de serem reconhecidos como os corredores mais velozes, como os lutadores mais combativos, como os ginastas mais ágeis... Enfim, constar entre os melhores da humanidade com alguma habilidade física específica para algum jogo ou competição como, por exemplo, o badmington ou o ping-pong. Observe como urram a plenos pulmões, selvagem e instintivamente, com os punhos cerrados e feições ameaçadoras - como precisavam fazer os Homens de Neandertal - ao atingirem a vitória lá naquele Olimpo surreal e temporário do complexo esportivo chinês. Porque, afinal, transformam-se em semi-deuses. Porque, afinal, um tal de Phelps consegue nadar melhor que o Flipper. Perca um tempinho, são só duas semanas, daqui a 336 horas nada mais disso vai ter a mínima importância e a multimídias, as multinacionais e as politicagens já nos providenciam outra infalível hipnose global. Mas só vale se esse ideal for o SEU IDEAL, se você não quiser mais ficar viajando no sonho alheio de um Flipper ou boleiro qualquer. Você pode se dar bem. Persiga, torça, vibre por um sonho ou desejo que seja realmente seu. Tente, invente, descubra o que lhe faz feliz além de ver outro brasileiro ganhando um campeonato ou medalha. Acabei de ouvir no rádio, que lá em Londrina uma equipe médica encarou corajosa e obstinadamente uma cirurgia cardíaca de 52 horas para salvar a vida de um pai de família. Este sim é um feito digno de honrar os deuses do Olimpo! Para que não pairem dúvidas, lanço mão do dito popular: "DEIXE DE SER TROUXA E PARE DE GOZAR COM O PINTO DOS OUTROS, CARA!" Se você sonhar e cultivar um ideal particular e exclusivo - e não vale o da esposa, dos filhos ou do patrão - você já pode exigir ser reconhecido como um vencedor. E se, por acaso, esse seu objetivo for de alguma utilidade para mais alguém; então você estará muito à frente dos semi-deuses olímpicos ou dos descolados e poderá considerar-se inserido na mais alta das categorias entre os mortais: a dos ILUMINADOS. Valeu? Sérgio Ricardo
Escrito por Sérgio Ricardo às 13h20
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
SÉRGIO RICARDO RESPONDE
SÉRGIO RICARDO RESPONDE A Parada do Orgulho Gay é descolada? 
Respondo curto, grosso e convicto: Não! Não é mesmo! E explico: Ninguém vai discordar que o que se vê na parada é alegria, descontração, curtição, azaração, exibição, pegação, corpões, homões, e outros "aõs" e "ões" mais. O nome mais apropriado seria então "Parada da Alegria Gay". Mas resultaria numa obviedade redundante porque "gay" já denota "alegria". Podemos colecionar dúzias de atributos para a monumental passeata, mas "orgulho" não. Porque os homens, porque as mullheres, homos ou héteros, não podem ter orgulho do que são. Devem orgulhar-se do que fazem, do que constroem ou até mesmo do que destroem. Porque ser é inerente, ninguém escolhe ou se esforça para ser. Principalmente nesse caso: ser gay. Vinte anos atrás, até fazia sentido... O mundo era muito menos tolerante. O Brasil era. O orgulho de ser já parece meio anacrônico agora que qualquer novelinha de televisão transmitida em rede nacional precisa ter pelo menos um casal homossexual pra fazer sucesso. Filosofias e teologias à parte, hoje, na prática, é o que fazemos que muda ou salva o mundo, não o que somos. Tomando os últimos desfiles como amostra, fica óbvio que gays fazem musculação, bichisse, ficam alegres, simpáticos, pacíficos, organizados, erotizados, hipnotizados, narcisistas, fúteis e bêbados. Quase todos os 22 carros alegóricos ostentavam no topo Go Go Boys semi-analfabetos. E quem jura de pé junto que a maioria deles não se prostitui? Porque o cachê pra ficar só rebolando, todos sabem que é uma micharia. É claro que eles são lindos e gostosos e todo mundo queria ter alguns por uma noite ou muitas. Mas o lugar deles não é lá em cima como ícones maiores da homossexualidade e suas variações. Deveriam participar mexendo a bunda no asfalto pra todo mundo olhar de perto e passar a mão, porque é pra isso que eles servem. Ficariam muito bem como as "cabrochas", como as "passistas" de nosso desfile. Os lugares de destaque deveriam ser ocupados por mídias, pessoas e conteúdos responsáveis e inteligentes ou, pelo menos, inteligíveis. Qualquer escola de samba do grupo 3 do carnaval paulistano tem consciência disso hoje. Porque a comunidade GLBT não tem? Conseguimos gerar o maior evento público que essa cidade já viu em toda a sua história para mostrar o quê? Isso aí? Garotos de programa, travestís, drags e os famosos fofoqueiros da TV, tipo aquele que fala horrores da vida de tudo quanto é celebridade e tem a cara de pau de pedir "Dignidade Já!"? Nossa vida é assim? É esse carnaval fora de época? Micareta? Bichareta? As poucas frases enunciadas estavam em banners patrocinados pelas grandes estatais do país. Frases até que brilhantes, claramente saídas das cabeças especializadas dos profissionais de marketing. A comunidade, a minoria discriminada e orgulhosa de si dizia o quê? Não dizia nada, amigos. Chaqualhava freneticamente seus músculos estufados de anabolizantes tóxicos e torneados em milhares de horas mal gastas entre quatro paredes de uma academia fedida e insalubre. Exibia suas plumas e seus paetês coloridérrimos comprados através de crediários, que nunca serão pagos, lá na 25 de Março. Pulava embalada por trilha sonora basicamente percussiva permeada por berros alucinados. Num tempo em que até o Axé, o Pagode, o Funk e até o Créu têm letra e tentam esboçar algum tipo de cultura ou intensão... No belo dia de Outono dedicado à diversidade e ao direito de amar livremente, os GLBT da cidade, do Brasil, do mundo, não tinham nada a dizer. Que pena! Estava tudo tão lindo, tão envolvente, tudo tão humano e tolerante. Só faltava isso. Por essas e outras é que posso classificar sem a menor dor na consciência: A Parada do Orgulho Gay de São Paulo está muito longe de ser descolada. Sérgio Ricardo
Escrito por Sérgio Ricardo às 01h51
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
NÃO É MEU FILHO, MAS SAIU DE DENTRO DE MIM!
Agora já posso mostrar a cara da cria. Essa cara rosadinha, com nome sacana:
"Eu faço sexo e análise. E você?"
Tem sacanagem? Um pouco. Tem sentimento? De todo tipo, para todos os gostos.
Está lá no lindo, aconchegante e encantado berçário de conhecimento e arte da Livraria Martins Fontes!
Nem no resort mais caro do Brasil me trataram tão bem! Não é a toa que foi eleita a melhor da cidade.
Cada funcionário parece um anjo sempre atento às nossas expectativas.
Meu livro, a ética me impede recomendar. Mas a livraria, indico e prescrevo com toda a minha retórica e convicção!
Compras também podem ser feitas pelo site www.martinsfontespaulista.com.br ou diretamente na loja, na Av. Paulista, 509.
Beijos e abraços desse pai-coruja.
Sérgio Ricardo escritor . terapeuta
Escrito por Sérgio Ricardo às 01h37
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
CLICS DO BATIZADO

Escrito por Sérgio Ricardo às 16h03
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Close para destacar o trabalho da mãe da capa, a artista plástica Valéria Fialho.

Escrito por Sérgio Ricardo às 15h56
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
Eu faço, tu fazes, eles fazem. Quem não faz?
Pois é amigos. A terapia virou livro. O sexo virou livro. EU FAÇO SEXO E ANÁLISE. E VOCÊ? Experiências sexuais e afetivas contadas no divã. Coquetel de lançamento dia 26 de Abril na Livraria Martins Fontes Paulista Vocês já se deram conta de como a gente fala pouco das coisas que faz muito? Todo mundo faz sexo pelo menos uma vez por semana, mesmo que sozinho, quase ninguém fala disso. Aí não estou me referindo ao sexo que a gente vê nos filmes, nas novelas, sob os edredons do BBB ou costuma ouvir nas piadinhas maliciosas, naquele papo de macho nos vestiários das academias e clubes ou ainda nas matérias especializadas nas revistas e nos pragramas de TV. Estou falando daquele sexo que a gente mesmo faz, o sexo doméstico, o sexo nosso de cada dia. Quem conta, quem comenta? Alguém aí já ouviu um colega de trabalho dizer no meio da repartição: "pessoal, ontem comi a minha mulher assim e assado" ou "essa semana já me masturbei cinco vezes"? Algum de vocês já presenciou alguma esposa fazer um comentário sobre o tamanho, o formato e o funcionamento do pau - com todo o respeito - do esposo? Não! Gostoso é falar do sexo dos outros. Porque os outros a gente pode chamar de puta, viado, frígida, frouxo, corno, tarado. Quem vai se meter a besta e levar um rótulo desses na cara, em público? Nem trancados no banheiro e no escuro, confessamos nossas práticas. São aqueles quinze minutinhos alí e depois a gente finge que nada aconteceu. Então, vamos acostumando com aquele sexozinho automatizado, meio robótico e indigente. Muito mais fácil lembrar de um gol do seu time no Brasileirão do ano passado do que daquela transa enlouquecedora que rolou no mesmo dia. Agora que o livro está saindo da gráfica, me veio a impressão de que foi isso que me fez escrever sobre o tema: mostrar para as pessoas que é gostoso falar do sexo que a gente faz. Sem exageros, claro. Não precisa sair por aí discursando em voz alta na fila do banco, do cinema ou na sala de espera do dentista. Talvez com um amigo, um parente próximo ou - o que seria melhor ainda - com o próprio parceiro... Acreditem: nem com os terapeutas a clientela aborda o tema. O cidadão paga - geralmente caro - e nem passa perto dessas questões que ficam latejando no miolo, diariamente, sonhando ou acodado, desde os dez anos de idade. Você acha que é capaz? Quer tentar? Quer saber como? Eu e o livro estaremos esperando por você no dia 26 de Abril a partir das 15 horas, na Av. Paulista 509. Apenas para umas taças de vinho. Guarde seus depoimentos para um único ouvinte, por enquanto. Ou faça como eu, escreva um livro também! Se você acha que não faz amor e sexo o suficiente, pelo menos fale sobre eles. Já é alguma coisa... Sergio Ricardo escritor
Escrito por Sérgio Ricardo às 02h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
PARE O CASAMENTO!!!
Por favoorr! Pare agora. Senhor juuizz, pare agora! A quarentona Jovem Guarda está na moda. Suas estrelas, hoje sexagenárias, fazem sucesso até com o público infantil. Que fazer se depois dos anos 80 ninguém mais soube fazer música? Que fazer, se quase todos os artistas nacionais só sabem compor e cantar dor de corno com a boca mole ou remexer a bunda desesperadamente ou se meter a fazer um rock de mentirinha com aqueles três acordes que todo mundo aprende nas primeiras aulas de violão? Alguém aí já assistiu um capítulo da minissérie Queridos Amigos? Parece que o negócio é sobre política, mas não é não. É um ensaio sobre o casamento, tendo como cenário o momento político e como trilha a excelente MPB da época. Desperate Housewives, Grey's Anatomy, Closer... Porque será que quase tudo o que presta na TV e no cinema acaba sempre falando de casamento? Respondo daqui do meu modesto, mas convicto ponto de vista: Porque o casamento é a necessidade mais gritante do ser humano, depois das fisiológicas, claro. Todo mundo quer casar. Todo mundo no final acaba se casando com alguém ou com alguma coisa. Os mais alternativos casam com "Deus", com ideais, idéias, comunidades. Os muito mal resolvidos e uma grande parte dos homossexuais masculinos - desculpem, mas não é discriminação, é apenas constatação - esses geralmente casam-se consigo mesmo numa viagem mental muito louca e inconsciente que oscila entre o onanismo, o narcisismo, o individualismo e o Complexo de Édipo. Você não tem um bom casamento? Não quer ter? Não precisa ser aquele da Bíblia, não! Invente o seu modelo, aquele se se encaixa dentro das suas possibilidades e do seu orçamento, mas case, rapaz! Poucos seres humanos conseguem amadurecer solteiros. É verdade que alguns conseguiram: Jesus, Buda, São Francisco, Madre Tereza, Chico Xavier, o Papa... Uma pessoa comum - sim, somos pessoas comuns, senão não estaríamos aqui, eu escrevendo e você lendo - toda pessoa comum só atinge a maturidade emocional com laços afetivos fortes, com vínculos intensos e constantes, mesmo que temporários. E não valem os fortíssimos vínculos com Papai, Mamãe, irmãos e amigos. Porque esses aí, qualquer adolescente é capaz de manter. Se você já passou dos trinta e ainda não casou nehuma vez, desculpe, mas acho que você não é muito descolado não. E não adianta ficar procurando desculpas do tipo: Sou feia e gorda, sou pobre e burro, sou velho demais... Porque entre os bilhões de homens e mulheres vivos do planeta, sempre haverá milhares na mesma situação que a sua e dispostos a encarar alguém como você! Se você anda muito convencido da sua solteirisse, está correndo o sério risco de, ao invés de descolado, tornar-se um ausente, um alienado vivendo à margem da vida - como as personagens do Tennessee Williams - esperando um bonde chamado desejo ou o Godot, na esquina de uma rua chamada pecado, como a gata em teto de zinco quente com medo da Virginia Woolf. Faça como o Cole Porter recomendou na música que o Chico Buarque traduziu e cantou com a Elza Soares. Faça como os animais, faça o que todo mundo faz. Façamos! Vamos amar! Sérgio Ricardo
PS. Ai,ai, ai. Um tal de Paulo deve ter lido esse artículo, meio extressada e distraidamente e não entendeu minha brincadeira poética quando misturei as personagens do Tennessee com o Godot, que eu sei que é do Becket - mas não é obrigação de ninguém saber disso - e com a Virgínia Woolf, que é escritora - mas também não configura crime não saber quem foi a dama. Amenidades que nunca justificariam o nada amistoso e muito menos descolado tratamento de "animal" endereçado a mim no comentário. Embora tenha gostado da piada porque cito os animais no último parágrafo. Agradeço a leitura e a participação, mas esse tal de "animal" já deu... Seria bem civilizado voltar a usar o verbete só como substantivo relacionado apenas aos não humanos. Questão de filosofia e estilo ...
Escrito por Sérgio Ricardo às 09h50
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
PARA PENSAR NO NATAL E PRATICAR NO ANO NOVO
SER DESCOLADO É:

SER CAPAZ DE CONVIVER PACIFICAMENTE COM QUALQUER TIPO DE GENTE EM QUALQUER LUGAR.
Escrito por Sérgio Ricardo às 22h34
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
| |
| |
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
|
|
|